Evolução da População Mundial

Analisando o gráfico podemos destacar três momentos distintos na evolução da população mundial. O primeiro que vai até sensivelmente meados do século XVIII (1750), o segundo que vai desde meados do século XVIII até 1950 e o terceiro a partir desta data até à actualidade.
Até meados do século XVIII a evolução da população mundial processou-se a um ritmo lento em virtude de tanto as taxas de natalidades como as de mortalidade serem elevadas dando origem a taxas de crescimento natural muito baixas. Este período é designado por REGIME DEMOGRÁFICO PRIMITIVO.
Nesta primeira fase a inexistência de qualquer planeamento familiar, aliado à falta de métodos anticonceptivos dão origem a uma elevada natalidade. Ao mesmo tempo, o peso da religião e o prestigio social, a necessidade de mão-de-obra (que podia ser das crianças), o facto de não ser obrigatória a escolaridade e o papel da mulher da época ser exclusivamente de mãe e dona de casa, são as principais razões deste facto.
A elevada mortalidade que também era uma realidade à época deve-se às múltiplas e sucessivas doenças e epidemias que dizimavam milhares de pessoas, às guerras, aos períodos de fome, a catástrofes naturais (sismos, secas, inundações), à falta de assistência médica e de medicamentos, ao mesmo tempo que as técnicas médicas eram muito rudimentares. A falta de higiene, de saneamentos e água própria para consumir tornavam certos problemas ainda mais graves e mortíferos.

Nesta fase as melhorias nas condições de vida da população trazidas pela Revolução Industrial e pela Revolução Agrícola, traduzidas e empregos, melhores salários, vestuário mais acessível, alimentos, aliadas a novas descobertas no campo da medicina, de novos métodos de tratamento e medicamentos, ao período de ausência de conflitos (guerras), leva à diminuição da taxa de mortalidade nos países desenvolvidos.

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